05 dezembro 2018

"Aretha V. Guedes " —Entrevista com Autores

Olá amados! Tudo bem com vocês? Desejo que sim. Estou trazendo uma super entrevista com a autora  Aretha V. Guedes  , uma entrevista incrível onde a autora conta um pouco mais sobre sua carreira e suas obras.









-Sua maior dificuldade como escritora?
R= Divulgar! Escrever é fácil, o problema é ser lido.


-O que sua família acha sobre  você ser escritora?
R= Eles adoram e apoiam muito! Minha mãe faz brindes artesanais para bienal, minhas irmãs me ajudam a fazer os ímãs de geladeira e marcadores de clipe, meu filho adora ajudar a escolher os nomes dos personagens e meu marido é meu consultor em cenas de luta e psicologia.



-Já pensou em desistir de escrever?
R= Muitas vezes! É uma profissão que exige muita dedicação, seja para pesquisar e compor as cenas ou para divulgar. Fora que sempre tem treta e não é estável. Já pensei em parar e ser apenas dentista.

-Qual foi o momento em sua vida que você disse "isso está muito bom! Quero que todos vejam"?
R= Recentemente, foi com Kim. Eu amei retomar a Jack Rock para a edição especial comemorativa com o livro da Kim.

-O que você sente enquanto escreve?
R= Eu sinto o que os personagens sentem, revestido com muito prazer por estar escrevendo.

O Que você acha de seus leitores?
R= Amo demais! São minhas schatzi (quem não entendeu a referência, leia Reich que descobre). Sem elas, não sei onde estaria. Provavelmente dentro de um consultório odontológico o dia todo.

-O que você de hoje, diria a você de antes?
R= Cuidado em quem confia.

-Se você pudesse ser um personagem do seu livro, qual seria?
R= Izzy! Sempre quis ser vampira, ter poderes e viver eternamente ao lado de um vampirão apaixonante.

-Você inspirou-se em alguém para escrever um de seus personagens? 
R= Sim! Eu Obstinada e Reich eu precisava de muitos personagens secundários para determinadas cenas e as minhas leitoras do grupo entraram na brincadeira, emprestando suas características físicas e nomes aos personagens. O psicólogo David Junior da Jack Rock foi uma homenagem ao meu marido.


-O que é mais difícil escrever o primeiro capítulo ou o último?
R= Acho que o primeiro, começar sempre é mais complicado.


-De onde tirou inspiração para o título?
R= Eu sou péssima com títulos, é tanto que metade dos meus livros tem o nome do protagonista como título! Rs. Encho a paciência das minhas betas até que saia algo decente.

-Qual personagem do livro você gostaria de trazer a realidade?
R= A Elle, porque ela foi a minha primeira.

-Se o seu livro fosse adaptado paras telonas do cinema, quais atores e atrizes gostaria que desse vida a seus personagens? 
R= Eu queria que a voz do John fosse do Jared Leto, porque a voz daquele homem é perfeita e toda a Jack Rock foi escrita ao som de 30 seconds to Mars. Apesar da idade dele não ser compatível com o personagem. E nem a Mila Kunis também tem mais a idade para ser a Elle. Eu ainda queria a Lilly Collins como Kim. O David Boreanz como Heinz. Eu sou péssima com avatar...  

-Qual sensação de publicar um livro?
R=. Uma maravilha e um medo. A sensação de dever cumprido vem de mãos dadas com o medo do flope.

-O que você tem achado mais difícil desde que começou a postar seu livro?
R= Sempre foi e sempre será a divulgação, ainda mais agora que o Facebook está cheio de regras que diminuem o alcance.

-Qual a pior e melhor crítica que seu livro recebeu?
R= Não sei! Acho que a melhor foi quando eu estava começando e um rapaz leu os 5 primeiros capítulos para resenhar e me deu umas dicas no privado. Eu fui lá, ajeitei tudo que ele tinha falado e repostei os capítulos. Ficou muito melhor! A pior acho que foi em Sem Regras, disseram que não tinha muita história e estava muito cheio de sexo. A pessoa tem razão, a minha proposta com Sem Regras era ser sobre sexo mesmo, apesar de ter uma história de fundo, ela não é profunda.

-Acha blogs literários importantes? Qual é a sua visão em relação a eles?
R= Demais! O blog é a forma do autor alcançar um outro nicho de leitores. É ter seu trabalho espalhado e divulgado. Em tempos de bloqueios no Facebook, são essenciais.

-O que fazer quando os princípios, ideologias e pensamentos de um personagem, é contrária aos seus? Já modificou seus ideais por causa de um personagem?
R= É complicado. Eu fico com raiva dos personagens! Não sou daquelas autoras que amam os personagens independente do que eles façam.

-"Representatividade Literária " o que essa palavra significa para você? Diria que sua obra, ou personagem se enquadra nesse quesito?
R= Eu busco colocar representatividade em minhas histórias, é importante ter e em algumas histórias minhas não tem, principalmente na Jack Rock. Mas isso é algo que estou mudando, é tanto que no livro que estou escrevendo atualmente (não posso revelar o nome ainda) é todo inserido em outra cultura.

- Pesquisas são importantes, para uma base de construção de histórias e personagens, você costuma pesquisar? E alguma vez uma pesquisa de determinado assunto mexeu com você mais que o esperado?
R= Sim! Pesquiso sempre e me perco na pesquisa, às vezes até me inspiro nela e as coisas mudam de rumo. O meu próximo livro, por exemplo, foi planejado de uma forma em minha mente e quando fui pesquisar sobre a cultura do meu protagonista, percebi que eu estava com uma visão completamente equivocada e antiquada. Tive que repensar o livro todo.


-O mercado literário se modificou bastante nos últimos anos, o que acha dessas mudanças, e quais impactos dela para você como escritor(a)?,E o que acha dessa influência atual em determinados temas/gêneros?
R= O mercado ainda está mudando, estamos vendo empresas imensas fecharem. Eu realmente não sei como ficará o mercado nacional. Espero que haja um fortalecimento dos independentes e editoras pequenas.

-"Machismo e Feminismo " são assuntos que são debatidos com frequência, e eu como leitora e blogueira acho que são de extrema importância, assim como p preconceito racial, e homofobia. Você tem preocupação com esses temas no momento de construção da sua história? E como lida quando de alguma forma esses temas se tornam cruciais para o livro?
R= Eu tento não levantar bandeiras dentro de um livro, ao menos não de forma direta. Porém, você não vai encontrar uma garota frágil que precisa ser salva ou submetida ao longo de toda a história em nenhum livro meu. Meus livros possuem mulheres fortes que seriam fortes com ou sem o homem ao lado delas.


-Já criou algum personagem baseado em alguém real?
R= Sim! Vários, alguns tive que matar. Foi divertido.

-Qual citação favorita que já escreveu?
R= “Amor. Como a junção de quatro simples letras pode carregar tanto significado? É um sentimento que representa tudo e ao mesmo tempo nada.”

-Planos para o futuro? Quais?
R=. Muitos livros e parcerias interessantes!

-Como lida com as críticas?
Aprendo com elas para não errar na próxima e se for possível, corrigir o erro logo no texto em questão.


-Atualmente somos parceiros(as) ,me diz como conheceu o blog, e qual tem sido sua experiência até agora com ele.
Conheci o blog no Facebook e algumas amigas já eram seguidoras. Acho o blog lindo e deveria continuar com o trabalho maravilhoso.


-O que acha mais frustrante no meio literário?
As tretas! São frustrantes e desnecessárias. Muitas já me deram vontade de desistir, outras só observei e ri.

-Tem ritual de escrita, cronograma ou algo do tipo?
Eu preciso estar com meus fones de ouvido, fora isso, qualquer lugar serve.

-Quais metas como escritora? 
Ser lida! Ganhar dinheiro o suficiente para me dedicar somente à escrita! Assistiu ao filme do Queen, Bohemia Rhapsody? Ninguém quer ser dentista. Amo escrever, mas não escrevo por amor. Tenho filho para criar e contas a pagar. Todos nós temos.

-Bandas/Cantores favoritos? 
30 seconds to Mars, Queen, Imagine Dragon, Coldplay, Boyce Avenue, Skank, Capital inicial, Engenheiros do Hawaii, Kid Abelha, Ed Sheeran...

-Costuma ouvir música na hora de escrever?
Só sei escrever com música.

-Quantas obras tem ao total, publicadas e não-publicadas?
Mais de 20, se contar todas.

-Já interrompeu leitura de algum livro, por conter tema que lhe incomodasse, ou por qualquer outra razão?
Sim, entre ser mãe, esposa, dentista, escritora e divulgar meu trabalho, me resta pouco tempo para ler. Se não estou gostando, abandono. Tenho muito livro para ler e perder tempo com algo que me desagrade.

-Qual momento até agora, foi o mais marcante em sua carreira?
A bienal de 2018! Foi fantástico e incrível ver todas aquelas pessoas.

-Qual sua relação com blogs literários? E qual sua opinião em relação a rixa entre blogueiros literários e escritores, autores acusando blogs de somente querer livros e blogs acusando autores de serem "canguinhas" em não querer enviar livros, marcadores e etc...   mesmo que atualmente seja menos frequente, o que acha que falta entre escritores e blogs, para que esse tipo de coisa seja evitada?
O que é canguinha? Nunca tinha ouvido essa palavra antes! Mas pelo contexto, acho que consigo adivinhar. A verdade é que há gente interesseira e/ou acomodada em qualquer lugar que você vá, seja na literatura, na música, em uma enorme empresa ou no mercadinho da esquina. Os dois lados tem sua razão. Como autora, eu digo que é complicado dar livro físico para todo mundo, seja você independente ou de editora. Porque há o custo de produção, gráfica e envio. Eu, por exemplo, já tive muito livro que enviei para resenha e nunca tive resposta do blog! Agora marcador e brinde que puder ir pelos correios eu sempre mando. Tanto para a pessoa, quanto para sorteio. Esse ano eu devo ter feito cerca de 10 mil materiais gráficos, incluindo marcador, postal e cartinha. Eu não tenho mil no estoque! Os de Elle 3, Reich e Para sempre praticamente esgotaram, já tenho que mandar fazer mais. Teve semana de eu enviar mais de 50 cartas. Envio com maior prazer. Já pelo lado do blogueiro, eu entendo e acho justo que ele receba algo em troca. Blog exige tempo e dedicação, muitas vezes mal recebem um obrigado. Eu acho que essa relação autor-blogueiro tem que ser vista caso a caso e um precisa conquistar o outro. É uma via de mão dupla.

-O que acha de blogs, igs e também de autores que entram no meio literário só para ter fama, não por amor ou algo do tipo? E qual sua opinião em relação a acharem que a fama vem de imediato?
Vamos deixar uma coisa clara aqui, não existe isso de escrever por amor. Ao menos, não entre os que comercializam livros. Você pode amar a escrita e fazer o que ama! Do mesmo jeito que pode ser um advogado e amar o direito, pode ser médico e amar a medicina. Mas ninguém espera que um médico, um advogado, um engenheiro... Ou qualquer outra opção trabalhe de graça só porque amam suas profissões. Esperam isso dos autores, entretanto. Eu tenho filho para criar! Vocês sabem quanto gasto de energia e internet? Acham que vou chegar na escola do meu filho e dizer que não vou pagar porque as professoras devem amar da aula? Ou pedir para a companhia de luz não cortar minha energia porque eles devem amar levar a luz para a casa das pessoas? Claro que não! É ilógico. E aqui estou falando dos escritores sérios, que vivem disso, não que levam a escrita como brincadeira ou hobby. 
O meu hobby é ler, escrever é meu trabalho. São coisas completamente diferentes. Inclusive, tenho feito menos do meu hobby por causa desse trabalho. E se todo mundo escrevesse por amor, ninguém se preocuparia com pirataria, ranking, flope... 
Sobre a fama, não me importo com ela. Já disse para as minhas leitoras: não sou diva. Até porque eu sou meio envergonhada e não consigo chegar em um lugar divando. Eu sou aquela que vai chegar toda acanhada, dando um sorriso nervoso e procurando as saídas para fugir correndo. Eu quero ser lida, nem precisam saber quem eu sou, se não quiserem. Só me leiam.
E a fama vir de imediato... Alguns até conseguem, mas não são todos. Acho que trabalho duro vale mais do que expectativas altas.

-Qual sua relação com os livros? Digo como leitora. Qual gênero não pode faltar em sua biblioteca?
Eu amo livros desde a alfabetização! Era pequena quando a minha escola visitou uma pequena editora de livros paradidáticos e eu fiquei encantada. Eu leio mais fantasia e romance. Ok, talvez um pouco mais de fantasia do que romance, mas amo os dois gêneros.


-Qual a pior e melhor coisa em ser escritora?
As pessoas! As pessoas conseguem ser a melhor e a pior coisa de ser escritor. Sempre tem aquelas que te puxam para cima e aquelas que te puxam o tapete.

-De todas as suas obras, qual mais gostou de escrever?
Atualmente, foi a Kim! Porque eu adorei revisitar toda a Jack Rock depois de dois anos sem escrevê-la.


-Qual tema sente que não seria capaz de escrever? (Não por não ter competência, mas sim por abordar algum assunto delicado, ex: Violência doméstica, estupro, etc)
Pedofilia, com certeza!


-Se pudesse ser um animal, qual seria?
Sagui, acho tão fofinho!



-Qual conselho para escritores que estão cada dia entrando nesse meio e deseja ter seu livro publicado?

Pesquisem sua história, tentem dar uma encorpada nela com descrições legais e que não sejam cansativas demais. Revise, releia e peça para alguém crítico ler. Aceite melhorar. Livros são produtos que precisam ser lapidados, não são bebês que nascem perfeitos. Não sejam pais e mães coruja dos seus “filhos” literários. A dedicação é o caminho para o sucesso.

Um comentário:

  1. Muito obrigada pelo espaço, Nayara!!! Sempre que precisar de algo, basta me chamar.

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