24 novembro 2018

"MAITÊ SOMBRA E ESTEFANIA CRISTINA " —Entrevista com Autores

Olá amados! Tudo bem com vocês? Desejo que sim. Estou trazendo uma super entrevista com as autoras  MAITÊ SOMBRA E ESTEFANIA CRISTINA , uma entrevista incrível onde as autoras contam um pouco mais sobre suas carreiras e suas obras.








Entrevista




-Porque você escolheu esse gênero literário?
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Estefania: Primeiro gostaria de agradecer ao blog por essa oportunidade. Bem, eu escolhi esse gênero por que é onde eu posso criar um universo totalmente novo, sobre um campo de visão totalmente alternativo. 
Maitê: Eu gosto dos universos fantásticos, pois me fazem sentir como se eu pudesse fazer parte de algo além até da imaginação, eu entro naquele cenário e me sinto em casa. Minha realidade é perfeita, mas como todos no mundo, eu gosto de fugir dela e me aventurar em algo novo, e meus mundos fantásticos, são uma das melhores partes de mim! Então eu costumo pensar que eu não escolhi esse gênero, ele me escolheu.

-Qual sua relação com os livros, digo como leitora?
R= 
Estefania: Eu gosto muito de ler e estudar, mas após um maçante período de estudo, atualmente tenho me divertido com livros hot. 
Maitê: Gosto de livros do gênero fantástico, e quando pego uma história passo o dia lendo, principalmente se não tiver nada para fazer, romance também me prende de uma maneira que não consigo parar, portanto me considero uma leitora viciada e extremamente louca pelas continuações, mesmo quando não tem. (risos)


-Sua maior dificuldade como escritora(o)?
R= 
Estefania: Tirar tempo para divulgação (risos) sempre dou prioridade por continuar escrevendo a próxima obra, mas é necessário uma pausar para levar a obra até o leitor.
Maitê: Assim como minha parceira, a divulgação é meu ponto fraco, é extremamente difícil, ter que sair da minha zona de conforto que é ler ou escrever, para divulgar, mas a necessidade também me fez aprender que a divulgação é a alma do negócio. (risos) 

-O que sua família acha sobre você ser escritora?
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Estefania: Está mais para curiosidade do que admiração (risos), eles não entendem bem o porquê de eu ter escolhido o universo literário. Por isso o apoio vem mesmo de amigos que conheço na internet, o que sem sombra de dúvidas acaba sendo o meu maior incentivo. 
Maitê: Minha família apoia muito minha vida literária, tanto como leitora ou autora eles me incentivam e se dizem orgulhosos por eu ter seguido esse caminho, por me conhecerem desde criança, eles não me entendiam por eu viver no mundo da lua, e me tornar escritora, meio que o fizeram entender um pouco sobre o que eu tanto pensava. (risos)

-Já pensou em desistir de escrever?
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Estefania: De escrever nunca, é uma coisa que me faz bem. Já pensei em desistir de divulgar, porque é difícil comercializar livro em um país que não incentiva a leitura, é que devido à má distribuição de renda não permite que muitos consigam dar a devida importância a um livro.
Maitê: Não só pensei, como parei por dois anos! Eu não era uma pessoa tão comunicativa, e posso dizer que já tive vergonha de dizer que escrevia, afinal, nem eu entendia para que propósito fazia aquilo. Então, há um ano e meio a escrita se tornou parte de mim, mesmo que eu não tenha certeza do meu futuro quanto a isso, não penso mais em parar, talvez pare de tentar crescer nesse meio um dia, mas parar de escrever, não mais!  

-Qual foi o momento em sua vida que você disse "isso está muito bom! Quero que todos vejam"?
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Estefania: No momento que paguei o ISBN (risos). O ISBN é como você dissesse que o livro merece estar em todas as lojas. Mas, a cena que mais me orgulhei foi no volume 1 de CRISPR: A Fera de Montrack, após a conclusão da cena de guerra.
Maitê: Ah, é difícil dizer tendo tantas histórias das quais me orgulho, mas minha maior conquista recentemente, com toda certeza é minha parceria com a Estefania, toda vez que leio algo desse livro eu tenho não só a sensação, mas também a certeza de que o mundo precisa ler esse livro, ele nos faz refletir de uma maneira, que nós como autoras, nós pegamos catatônicas, imagine o leitor? (risos). 

-O que você sente enquanto escreve?
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Estefania: Sinceridade? Que estou dentro de um novo universo, e isso me diverte, é como se eu estivesse dentro do melhor filme, porque eu estou vendo tudo de pertinho. E o melhor eu sou a construtora dele, e posso estar do lado das pessoas que mais gosto do mundo da fantasia.
Maitê: Me sinto grande, o centro de tudo que acontece, cada passo depende de mim, cada respiração, cada fala, é intenso demais, porque eu me sinto como se pertencesse aquele mundo e o destino dele está todo em minhas mãos! Apesar do sentimento de responsabilidade isso não me dar medo, eu me sinto capaz de finalizar cada palavra que inicio, porque esse é o meu mundo e mais ninguém sabe como entrar ou sair dele sem mim!

O que você acha de seus leitores?
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Estefania: Meus leitores são uns amores, a grande parte é do público feminino. Mas devido ao Fera de Montrack tenho ganhado bastante leitores homens. Eu agradeço muito a todos que me acompanham. Quando eu estou desanimada e recebo uma mensagem deles meu coração se enche de magia e eu fico emocionada.
Maitê: Eu nem tenho como agradecer o carinho dos meus leitores, é emocionante receber deles o carinho e a gratidão por ter escrito algo que os fez felizes. Eles são minha maior conquista no meio literário, sem eles eu seria apenas mais uma autora escrevendo para si mesma, sem poder mostrar ao mundo a magia das palavras! 

-O que você de hoje, diria a você de antes?
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Estefania: Conclua uma obra de cada vez. Eu comecei várias trilogias e séries ao mesmo tempo, e devido a isso, o que poderia demorar um ano para ser concluído demorou três. 
Quando um escritor tem uma ideia, ele quer colocar no papel o mais rápido o possível, mas isso é uma armadilha. Você tem que entender que os três primeiros livros por mais genial que sejam as ideias não irão ficar tão boas porque você está se conhecendo de todas as formas: o gênero que tem afinidade, o tipo de escrita se é mais pessoal ou impessoal. Irá flertar com a língua portuguesa, tem que aprender a pegada comercial das editoras, isso só aprende lendo muito e escrevendo. 
Então, uma obra de cada vez. Escreveu? Corrige, pede opinião, faz uma capa profissional e dê uma chance para o Amazon, e se tiver mais coragem estude para fazer sua primeira tiragem.
Maitê: Calma, você ainda vai descobrir o que quer da vida, tenha paciência! (risos)

-Se você pudesse ser um personagem do seu livro, qual seria?
R= 
Estefania: Do Fera de Montrack: Sarah ou Drakar. A Sarah porque é uma guerreira muito competente, o Drakar pela magia e espiritualidade. 
Maitê: Ao contrário da Estefania, eu seria uma guerreira mais parecida com a nossa personagem Lana, ela é calma, atenciosa, amorosa e sempre tenta vencer a raiva em meio ao caos, um dia quero ser tão espirituosa e sábia quanto essa personagem, que foi capaz de além de amar, a aprender e a compreender que na vida sempre temos escolhas e que ás vezes podemos voltar atrás e escolher o que antes havia rejeitado. Não estamos impossibilitados de escolher de novo, e o certo e o errado, é totalmente pessoal!

-Você inspirou-se em alguém para escrever um de seus personagens?
R= 
Estefania: Personagem em si não, mas a conexão de amor sim, foi entre os irmãos Gardner’s: Koll e Gad, de Apenas 24 Horas. Eu e minha irmã, Kaylane, temos uma conexão forte.
Maitê: Não, na verdade todos os meus personagens têm um pouco da minha própria essência! Para mim é extremamente difícil escrever um vilão, eu preciso ver filmes, ler livros com uma pegada mais sombria para captar os gênios mais maldosos. Mas me inspirar em uma pessoa em si, eu nunca fiz!

-O que é mais difícil escrever o primeiro capítulo ou o último?
R= 
Estefania: O último, é decisivo, é o momento que você se despede, e tem que despertar uma vontade de quero mais no leitor para ele querer ir para o próximo volume caso tenha, ou pensar: “caramba quero mais desse escritor”.
Maitê: O último capitulo é aquele que me dá um certo desespero! Ele precisa ser impactante, para que os leitores tenham a sensação de que valeu a pena ir até o fim! Eu costumo ir devagar nos finais, para não pesar na mão, e deixar ele como quero! (risos)

-De onde tirou inspiração para o título?
R=
Estefania: Tento encaixar com o contesto da obra em si. A Fera de Montrack era uma retratação da história principal. E Crispr é uma ferramenta química de engenharia genética que existe de verdade, no qual é explicada no livro.
Maitê: Falando das minhas obras no geral, eu tento ser o mais original possível de acordo ao que eu sei da história, título para mim é igual a capa e precisa ser atrativo, então, quando escolho o título peço ajuda, pergunto se está bom! A Fera de Montrack em si, a Estefania me apresentou ele e nós amamos. Pouco tempo depois surgiu o Titulo oficial, CRISPR.

-Qual personagem do livro você gostaria de trazer a realidade?
R= 
Estefania: Nossa que maldade. (risos) Eu tenho muitas paixões, mas nesse momento preciso de um empresário (haha) traria o Adrian Coolper da trilogia Intenso Desejo, mesmo com o humor negro e uma melancolia imbuída, ele não se abate, por que ele não pinta o mundo de rosa, ele apenas enfrenta. E enfrenta sendo ele mesmo, com defeito e tudo! Mas isso tem um preço: ser o melhor na sua carreira. Porque, se você quer o direito de falar, tem que ter repertorio para isso e muitas vezes... Grana. Eu gosto de amigos sinceros como ele, que não importa se importa com máscaras, ele está do seu lado. 
Da Fera de Montrack eu traria o Drakar.
Maitê: Ah, com certeza eu traria a Lana. (risos) Já disse que a amo, não é? A magia dela é diferente da fantástica, é a essência dela, o amor por aprender e ser alguém melhor todos os dias!

-Se o seu livro fosse adaptado paras telonas do cinema, quais atores e atrizes gostaria que desse vida a seus personagens?
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Estefania & Maitê: 
Connor Bailosh - Nick Bateman
Sarah Monterrei - Laura Vandervoort
 Dr. Eisenberg - Jesse Eisenberg

-Qual sensação de publicar um livro?
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Estefania: Orgulho, e muita ansiedade. Orgulho de ver que você conseguiu se profissionalizar, e ansiedade com a pré-venda. Agora mesmo eu e a Maitê Sombra estamos enfrentando isso, é um desafio bater a meta de tiragem.
Maitê: Sensação de que finalmente chegou aquele momento em posso dizer, estou orgulhosa de mim por ter chegado até aqui. A ansiedade vira nossa melhor amiga e a pré-venda nossa inimiga, pois queremos os livros em mãos logo. (risos)

-O que você tem achado mais difícil desde que começou a postar seu livro?
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Estefania: Ainda não me sinto uma vendedora, eu apenas escrevo e quero que as pessoas leiam (risos), mas quando você quer que o livro crie pernas é vá para o mundo você tem que se esforçar de verdade para ele aprender a andar, é como uma criança. 
Maitê: O reconhecimento, apresentar o livro aos leitores certos, é muito difícil e o mais desesperador, é que parece ser um trabalho de anos, isso para quem não tem muita paciência para esperar é agonizante!

-Qual a pior e melhor crítica que seu livro recebeu?
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Autoras pensam iguais:  Muitos leitores, que por carinho a obras de outros gêneros que escrevo, resolveram dar uma chance, e foi unanime o fato de que ficaram surpresos por terem sidos cativados. O livro teve a reação do público que eu e a Maitê queríamos, desde a prejulgamentos, a raiva generalizada nas guerras e suspiros de amor.  
Pra ser bem sincera, eu e a Maitê não recebemos uma crítica ruim, foram críticas construtivas na época do Wattpad como por exemplo: precisa de correção. 
E a outra ponta, que não chega ser uma crítica, é de que queriam mais cenas dos crossovers, e que queriam muito ver as cenas secretas sem ter que comprar todos os outros livros. E claro, como eu e a Maitê entendemos as condições dos leitores, fizemos a revistinha com a compilação completa para os leitores. Aí se torna opcional comprar O Relicário ou o Coração de Fogo.
A propósito está tendo uma promoção para levar tudo na pré-venda! 

-Acha blogs literários importantes? Qual é a sua visão em relação a eles?
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Estefania & Maitê: Super importantes, eles ajudam a criar uma ponte entre o leitor e o escritor.

-O que fazer quando os princípios, ideologias e pensamentos de um personagem, é contrária aos seus? Já modificou seu ideais por causa de um personagem?
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Estefania: Não modifico meus ideais, mas escuto a opinião contraria do personagem em relação a minha. Isso faz com que apreendamos a criar ainda mais empatia, afinal, não é porque alguém não tem a mesma ideologia que deva ser tratado como inimigo. 
Maitê: Sim, já escrevi coisas das quais discordo, mas que o personagem acreditava. Por isso escrevi a proposta da história como me tinha vindo desde o início. E depois disso eu acabei por aceitar que o certo e o errado dependem do ponto de vista!

-"Representatividade Literária " o que essa palavra significa para você? Diria que sua obra, ou personagem se enquadra nesse quesito?
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Estefania & Maitê: Com certeza, embora seja uma ficção a ideia é sempre trazer à tona conceitos contemporâneos. Colocando na mesa as maiores discussões sociais, para que no fim, nos aproximarmos do equilíbrio entre todos.

- Pesquisas são importantes, para uma base de construção de histórias e personagens, você costuma pesquisar? E alguma vez uma pesquisa de determinado assunto mexeu com você mais que o esperado?
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Estefania: Bem, eu tento ao máximo, mesmo sendo fantasia conectar o livro com fatos reais. 
Na Fera de Montrack, uma tribo causou o alvoroço por ser a mais bárbara, bem Vikings, eles iam de: pilhar, matar, escravizar a estuprar. E isso era cultural, então tínhamos que criar aquela tribo conforme a história. Eu e a Maitê ponderamos muito na hora, mas decidimos por tentar fazer a cena soar o mais branda o possível, mas sem abicar daquela realidade medieval. 
As mulheres, obvio se reviram aos nervos pelo machismo, mas como nós temos uma protagonista foda, ela honrou a todas mulheres com a armadura que veste. São muitas cenas que pega o leitor de surpresa, e para nós, que escrevemos cenas assim são decisivas, porque pode fazer o leitor fica bravo e jogar o livro para cima, ou ir até o fim é ver o bicho pegar. Em Montrack você sempre é surpreendido, e nenhuma cidade o povo é igual. (risos) 
Maitê: Se tratando de fantasia eu pesquiso muito pouco, mas ao escrever romances, é extremamente necessário que façamos pesquisas, por se tratar do mundo real e termos a responsabilidade de passar a realidade como é, afinal, os livros são conhecidos por nos levar aos lugares mais distantes sem sair do lugar, portanto a veracidade das culturas por exemplo é necessária, mesmo que seja um simples comentário! Nunca pesquisei nada que tenha mexido comigo, no entanto!

-O mercado literário se modificou bastante nos últimos anos, o que acha dessas mudanças, e quais impactos dela para você como escritor(a)? E o que acha dessa influência atual em determinados temas/gêneros?
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Estefania & Maitê: Tudo tem um lado positivo e negativo (Yin e Yang), o lado bom é claro que a sua sorte é você que faz, o lado ruim é que o leitor muitas vezes nesses mar de histórias tem vezes que não consegue pescar um livro bom. 
Mas, falando de mudanças, eu espero que o mercado editorial dê mais chances para autores iniciantes, acredito que qualidade e inovação serão as próximas chaves do editorial, e essas são as mais importantes. (Dedos Cruzados)

-"Machismo e Feminismo " são assuntos que são debatidos com frequência, e eu como leitora e blogueira acho que são de extrema importância, assim como o preconceito racial, e homofobia. Você tem preocupação com esses temas no momento de construção da sua história? E como lida quando de alguma forma esses temas se tornam cruciais para o livro?
R= 
Estefania & Maitê: A proposta de A Fera de Montrack é criar uma analogia onde aborda o pré-conceito a tudo que é diferente. Então eu e a Maitê fomos muito agressivas na criação dos nossos algozes, para mostrar que a pessoa que sofre de pré-conceito ela tem que ter discernimento e força para não se abater. E de que tem que fazer jogadas inteligentes para ganhar essa guerra, e esse tipo ideal não se vence com um ano ou um século, é algo que vai levar tempo, mas mesmo assim devemos prosseguir com a evolução. 

-Já criou algum personagem baseado em alguém real?
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Estefania: Eu faço combinações (haha) eu estudo o comportamento das pessoas, o segundo volume mesmo de Crispr, abordou um tema muito polêmico no qual eu tive que sentar com várias pessoas que passavam por aquele problema para saber como elas se sentiam, e se elas conseguiam enxergar alguma solução possível. Escutar pessoas é muito importante para a criação! 
Maitê: Não totalmente, mas é difícil ser escritor e não avaliar como cada um se comporta socialmente, formas de falar, de agir em determinadas situações, acho tão importante o analise de pessoas quanto a pesquisa no google, mas nunca baseei realmente algum personagem em uma pessoa especifica!

-Qual citação favorita que já escreveu?
R= 
Estefania: “Porque, não existe perfeição. A não ser que, você use uma máscara e não deixe ninguém se aproximar do que realmente vive dentro de si. Será que vive um ego grande? Uma fera cheia de ira? Um medroso que não luta pelo que quer? Ou um preconceituoso? Qual monstro escondemos dentro de nós? Qual tentamos domesticar? E quem irá nos ajudar a domar a nós mesmos?
Travamos lutas por ideais que mal sabemos se está certo. Será que existe um lado certo? Na dúvida opte pelo respeito à opinião contrária, e mantenha a sua firme. Mas também não se isole na sua bolha, na sua tribo, aceite que não há problema mudar de opinião às vezes, se for para evoluir a si mesmo.O caminho da evolução começa pelo perdão!” – Capitulo 42. (Livro 1 - Trilogia CRISPR)
Maitê: A vida parecia mais leve, até Rigel havia esquecido por um bom momento as coisas que o afligiam, por que a vida é assim, a felicidade e a tristeza são momentos que aceitamos como nossos. E eles são tão frequentes na vida de uma pessoa que ela só percebe a tristeza por que é o sentimento que nos derruba emocionalmente, enquanto a alegria nos faz esquecer até quem somos, nos anestesiando da dor que é viver e crescer espiritual e humanamente. Somos seres em aprendizado por milênios que não entendemos que os dois sentimentos jamais nos abandonam, mas que podemos escolher qual deles irá dominar nosso espírito e alma. — Capítulo 20 (Livro 2 - Trilogia CRISPR)


-Planos para o futuro? Quais?
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Estefania: Meu plano é profissionalizar O Relicário para liberá-lo para venda. Estou com alguns livros em off que quero soltar na Amazon, mas atualmente estou dando preferência de apresentar meus livros com total qualidade aos leitores, mas isso é caro, mas eles merecem esse carinho! (risos) 
Maitê: Meus planos são colocar todos meus livros em ordem: revisão para colocar no Amazon, pela grande dificuldade que é publicar um livro em formato físico eu prefiro deixar esse tipo de plano mais para frente, porém, caso surja a oportunidade, minha próxima obra a virar físico será Coração de Fogo!

-Como lida com as críticas?
Estefania: Construtivas, muito bem, já aceitei várias! Mas se eu vejo que alguém quer me atrapalhar eu fico um pouco triste, mas agradeço e deixo quieto. 
Maitê: Considero todas as críticas construtivas como aprendizado e até agradeço, infelizmente, seria mentira se eu dissesse que algumas não magoam, mas na vida nem tudo são flores e temos que levar todas na esportiva. (risos)

-Me diz como conheceu o blog, e qual tem sido sua experiência até agora com ele.
Estefania: Através da minha amiga Maitê, e estou me divertido muito com a página! Agradeço por isso, não são todos os blogs que são dinâmicos. 
Maitê: Conheci no Facebook e depois me inscrevi no concurso Crush literário na plataforma wattpad, onde eu posto minhas obras! Estou amando a experiência, não só de participar do concurso, mas também conhecer autores incríveis e talentosos que não teria tido a oportunidade de estar convivendo se não fosse por esse maravilhoso concurso!

-O que acha mais frustrante no meio literário?
Estefania: A falta de empatia de pessoas que são de suma importância para esse meio, às vezes nem parecem que realmente são da área. 
Maitê: A divulgação para mim é muito frustrante, os resultados são baixos e os meios que temos para divulgar que é o Facebook, ultimamente tem sido a minha maior dor de cabeça. Infelizmente o Facebook ainda é a melhor rede social que gera mais resultados, porém, tem estado limitada, principalmente quando o foco parece ser a cultura literária! É realmente frustrante perceber que até quem quer fazer algo para esse meio crescer não consegue nem nas redes sociais.

-Tem ritual de escrita, cronograma ou algo do tipo?
Estefania: De três a quatro meses normalmente, eu tiro um tempo para estudar primeiro, descansar a mente, trabalhar com algo diferente e depois volto a escrever. Tento escrever todos os dias quando começo um livro assim em média de três meses ele já está pronto. 
Costumo escrever após tomar banho, meditar, fazer ioga, acender um incenso, fazer café e ligar uma música. 
Maitê: Não sigo cronograma porque é o tipo de coisa que me prende e eu gosto de criar livremente sem colocar ordem nas coisas. A música ultimamente tem sido meu único ritual, ela me leva enquanto eu embalo meu enredo, rumo a novas aventuras! 

-Quais metas como escritor(a)?
Estefania & Maitê: Por enquanto estou totalmente focada no Fera de Montrack, quero bater a meta de vendas de tiragem dele, e conforme isso for acontecendo quero que oportunidades nos encontre no meio do caminho. 

-Bandas/Cantores favoritos?
Estefania: Michael Jackson, Queen, Nirvana, Raul Seixas, Pitty entre outros.
Maitê: São muitos, entre eles está: Banda imagine Dragons, Nirvana, Nickelback, Luxúria, Pitty, Charles Brow, Adele, Pink, Pink floyd, Legião Urbana, entre outros.

-Costuma ouvir música na hora de escrever?
Estefania: Sempre, muito raro não ouvir, mesmo que eu não escute nada eu fico com o fone no ouvido. (haha)
Atualmente estou ouvindo música clássica, por que tem me ajudado a escrever o último volume de CRISPR: DNA. Em especial “Hans Zimmer -Interstellar”.
Maitê: Na maioria das vezes sim, mas tem aqueles momentos que estou afim do silêncio e eu prefiro escrever sem escutar nada!

-Quantas obras tem ao total, publicadas e não publicadas?
Estefania: São 14.
Trilogia Crispr: Ficção cientifica, cyberpunk e fantasia. [Publicado físico]
Relíquias de Fogo: revistinha de A Fera de Montrack. [Publicado físico]
Trilogia Apenas 24 Horas: romance, drama e aventura [Publicado físico]
Trilogia Intenso Desejo: romance erótico, criminal e gore. [Publicado no Wattpad]
Série O Relicário - 2 volumes prontos: ficção fantástica. [2019]
O Segredo de Alexander: suspense criminal e romance. [2019]
A Psique do Amor: romance, ficção cientifica e filosofia. [2019]
Maitê: Perdi as contas faz um tempo. (Risos)
Eu tenho algumas parcerias, então 20 livros e 4 contos, sendo que um já está à venda no Amazon!

-Já interrompeu leitura de algum livro, por conter tema que lhe incomodasse, ou por qualquer outra razão?
Estefania: Já, uma biografia muito triste, cheguei a trocar com outra pessoa no SKOOB. 
Maitê: Não costumo deixar livros na metade, mas já aconteceu com um romance que era continuação e o segundo volume não foi aquilo que eu esperava, principalmente pelo fato de o primeiro volume ter sido uma ótima leitura. Não era minha intenção abandonar, mas acabei desanimando e não peguei mais para ler!

-Qual momento até agora, foi o mais marcante em sua carreira?
Estefania: Quando ganhei um prêmio Rock Star, na festa da SKY em 2013. E quando comecei a pré-venda do Apenas 24 Horas e muitos leitores que me conheciam me apoiaram 12/2017. E agora, na pré-venda do Fera de Montrack, 11/2018.
Maitê: Está sendo uma grande experiência lançar o primeiro livro (A Fera de Montrack) e tudo que acontece em relação a ele tem me marcado muito! 

-Qual sua relação com blogs literários? E qual sua opinião em relação a rixa entre blogueiros literários e escritores , autores acusando blogs de somente querer livros e blogs acusando autores de serem "canguinhas" em não querer enviar livros, marcadores e etc...   mesmo que atualmente seja menos frequente, o que acha que falta entre escritores e blogs, para que esse tipo de coisa seja evitada?
Estefania: Nossa complicado (risos de desespero haha) acredito que o combinado não sai caro. Eu tento mediar de acordo com o que ambos podem oferecer. O blog tem o direito de ter o apoio sim do escritor, mas tem que saber o que ambos podem oferecer que seja real, todos tem que ganhar na mesma proporção. Ajudar significa apoiar. 
Maitê: Não tenho uma opinião formada quanto a isso, pois ainda não tive muitas experiências com Blogs!

-O que acha de blogs, igs e também de autores que entram no meio literário, só para ter fama, não por amor ou algo do tipo? E qual sua opinião em relação a acharem que a fama vem de imediato?
Estefania: Eu estou conhecendo os ig’s a pouco tempo e tenho gostado do alcance, é novo para mim, mas é porque não fico muito no Instagram, o meu foi feito esse ano, e agora no último mês é que tenho dado atenção. 
Pior do que escrever um livro sem amor, são algumas agencias editoras que são construídas em cima do sonho de escritores iludidos e que perdem seu dinheiro. Em relação a fama, quando você ama o universo que você escreveu você quer mostrar para todos, e quando você se assusta com o retorno você quer dar um passo mais ousado. Não vejo problema em ser ambicioso desde que você dê um passo de cada vez para não tropeçar nas próprias pernas. Mas, eu não conseguiria dar nem um passo na literatura se fosse por dinheiro ou fama (haha) a gente sabe muito bem como é esse universo, e não é bem assim.
Antes de alguém comprar um livro, a pessoa vai comprar: Ifood, cerveja, roupa e cabelo. E se o cara do brigadeiro passar primeiro que você, já era! O livro tem que ser mágico mesmo para ser comprado físico. No kindle as chances são maiores, mas ainda não é muito!
Maitê: Estou entendendo como funciona os igs’ ainda, mas pelo pouco que vi parece ser um bom lugar para divulgar, apesar de ainda não ter um excelente alcance, acredito que tudo vem com o tempo, mesmo que não tenha paciência. 
Quanto ao que outros escritores pensam sobre a escrita eu não posso opinar, mas se for para dizer por mim, eu escrevo por amor! Queria ter dinheiro para distribuir esse amor e não o contrário, vejo quantas pessoas querem ler, mas que não o fazem, porque livro é artigo de luxo, é algo que compramos quando o dinheiro sobra, o que é quase nunca. Tenho total consciência, que não adianta pensar que a fama vai bater a minha porta sem que eu a conquiste, com meus textos, é uma via de mão dupla que por muitas vezes encontramos a contramão sem uma placa de aviso prévio.
A vida de escritor para quem não faz por amor, é com certeza ainda mais frustrante e desanimadora que para quem escreve apenas para encantar. A não ser que tenha dinheiro para realizar todas essas conquistas. Porém, tenho minhas dúvidas se o sentimento de vitória é o mesmo!

-Qual sua relação com os livros? (Digo como leitora) Qual gênero não pode faltar em sua biblioteca?
Estefania: Pra relaxar total livros hot’s. Se eu tiver que comprar são livros físicos serão mais de fantasia de guerras e científicos. Por exemplo Game of Thornes ou o Jogador Número 1. Criminal só se tiver um mistério de arrancar os cabelos ou com muito horror.  
Maitê: Sou uma leitora meio louca. Meu gênero favorito é de fantasia e romance, se tiver os dois, com certeza estou lendo!

-Qual a pior e melhor coisa em ser escritora?
Estefania: Criar é magnífico. Mas a pior coisa é não poder dar livros grátis para todo mundo! (haha) 
Maitê: Compartilho da opinião da minha parceira, é realmente desanimador não poder dar livros, vender acaba sendo nosso maior objetivo, para que todos possam ler, mas adoraria, poder doar para todos ao meu redor, essa é uma das piores coisas, a divulgação vem logo em seguida, porque sem isso, somos ainda menos conhecidos, sendo assim, nosso trabalho não é visto! 
A melhor coisa é o reconhecimento e carinho dos leitores, eles nos incentivam a se manter firme nessa caminhada tão difícil e pouco reconhecido que é o mundo literário.

-De todas as suas obras, qual mais gostou de escrever?
Estefania: Meu bebezinho é O Relicário, é um livro muito espiritual e com um úniverso de possibilidades enormes, apreendi muito com ele, e ainda aprendo. Mas o que mais me divertiu foi A Fera de Montrack. E ambos os livros fazem crossover. 
Maitê: Pergunta mega difícil! Tenho um carinho especial por todos os meus livros e personagens, mas a trilogia Coração de Fogo foi a primeira fantasia que eu fiz, que me ensinou muitas lições, que me mostrou que eu poderia ir além! E claro, A Fera a de Montrack, esse livro foi uma grande descoberta e me sinto honrada de tê-lo escrito com alguém que pensa tão parecido comigo, foi realmente muito bom escrevê-lo!

-Qual tema sente que não seria capaz de escrever? (Não por não ter competência, mas sim por abordar algum assunto delicado, ex: Violência doméstica, estupro, etc)
Estefania: Não gosto de livro de doenças, eu prefiro decepar o meu personagem favorito do que vê-lo morrendo aos poucos por algo no qual eu não posso salva-lo. Eu tento passar longe desse cenário, não gosto de ir no hospital de verdade, imagina ficar preso mentalmente dentro dele? 
Maitê: Apesar de ter escrito um conto sobre isso, eu tenho muita dificuldade em ler e escrever romance policial, é um gênero que as pessoas sempre perguntam, mas você escreve fantasia, tem violência e muitas outras coisas, mas o nome já diz, fantasia. É algo que realmente criei, não existe, mas ao escrever sobre algo que poderia acontecer em meu cotidiano, eu não me sinto à vontade, então, apesar de ler e já ter escrito sobre, não é um gênero que sinto capaz de escrever com perfeição.
-Se pudesse ser um animal, qual seria?
Estefania:  Águia para voar para todos os lugares do mundo, sem nenhum medo! 
Maitê: Eu seria um urso, pela capacidade de viver sozinho e se adaptar aos ambientes mais hostis, ah e claro, por hibernar uma época inteira do ano depois de ter enchido a pança, esse é dos meus! (risos)

- Qual conselho para escritores que estão cada dia entrando nesse meio, e deseja ter seu livro publicado?
Estefania: Escreva uma obra por vez, registre na BN, e não tenha medo de gastar para deixa-lo profissional se é isso que você quer, pague a correção, faça ISBN, compre uma capa, e o mais importante, não fique querendo ganhar dinheiro com livro, tenha sempre um emprego, carreira literária precisa de dinheiro para investir. E mais sai do que entra no início. E ai, você começa a se consolidar, e se o seu trabalho for bom, em algum momento você levanta voo.  
Palavras criam, ações constroem! 
Muito obrigada por essa oportunidade de estar aqui, e gratidão a todos que acompanharam até o fim! E aproveitando isso, venha conhecer “A Fera de Montrack: Crispr #1” beijão, fiquem com Deus!
Maitê: Não desista na primeira dificuldade, escreva para si mesmo, antes de escrever para os leitores, se você gosta do que escreveu, tenha fé e continue seu lindo trabalho!






9 comentários:

  1. Amei.
    A sintonia das autoras é algo lindo de se ver, é difícil de se encontrar hoje em dia. Ainda não tive oportunidade de ler o livro, mas assim que der eu estarei lendo.
    Entrevista linda!!!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Parabéns para às duas escritoras pela sua obra...E que vcs possam ir além de suas expectativas criando sempre uma obra fantástica para seu leitores e fans.Grato por poder ser espectador deste momento importante de suas carreiras.
    Sigo na platéia querendo bis.bis.bis.

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  4. Parabéns pelo trabalho. Desejo muito sucesso!

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