10 julho 2017

"Gil Vasconcelos"-Entrevistas com Escritores(Maratona de Entrevista)

Olá amadinhos! Tudo bem com vocês? Estou trazendo mais entrevistas para a nossa maratona, e quero dizer que está bombando em! Curtam, comente, compartilhem e o principal: Se divirtam!


Vamos lá?


Gil Vasconcelos. 44 primaveras, reside no  Rio de Janeiro.



-Qual foi a primeira coisa que escreveu? (pode nos dar uma amostra?)
R= Lembro que fiz uma redação na 5ª série; a professora amou, mas a turma reclamou muito, alegando que eu havia escrito coisas demais. Rsrsrsrsrs.

-Qual sua relação com os livros, digo como leitor?
R= Sempre tenho um livro em mãos, ler é o meu vício.

-Qual seu gênero literário favorito?
R= Ficção geral, fantasia, erótico, épico. E, muitas vezes a união de dois ou mais gêneros.

-Sua maior dificuldade como escritor?
R= Controle, organização, limitação e procrastinação.

-Sua família sabe que escreve? (Todo mundo quer saber essa parte ha ha)
R=Todos sabem e ficam aliviados pelo fato de eu ter escolhido esta forma de extravasar meus pensamentos.

-Já pensou em desistir de escrever?
R= Não, nunca. Isso é como oxigênio para mim.

-O que você acha que é preciso pra ser um bom escritor?
R= São tantas coisas, mas acredito que o primeiro passo seja ser um bom leitor. A escrita tem que ter um objetivo. Tem que estar organizada e estruturada. Baboseiras têm de ser dispensadas do texto e estes têm de ser diretos. Tem de revisar diversas vezes, até sentir-se satisfeito.

-Em sua opinião, qual a principal função do escritor?
R= Criar histórias diversas, que possam nos entreter e nos transportar para mundos e universos fantásticos, extraordinários; que imitem nosso dia a dia, criando ainda realidades alternativas, que não existam e nos isole do mundo real enquanto lemos, nos provocando vários sentimentos que na vida real não poderíamos ter e, por fim, mas não menos importantes, aqueles escritores que trabalham com informações diárias, do mundo e do entretenimento, das notícias e outros para nos manter atualizados. O escritor é responsável por mexer com a nossa emoção.

-Qual foi o momento em sua vida que você disse "isso está muito bom! Quero que todos vejam"?
R= Infelizmente não tenho esse momento, mesmo livros já publicados, meus ou de outros escritores. Sinto como se sempre faltasse algo.

-O que você sente enquanto escreve?
R= Alívio, prazer, satisfação, ódio, amor, ou seja, experimento todos os sentimentos dos meus personagens, visualizo cada cena, cada momento. É como se eu estivesse dentro daquele mundo que estou digitando.

-O Que você acha de seus leitores?
R= São ótimos, não são muitos rsrsrsrs, mas são os melhores. Tenho alguns no Alaska, nos Estados Unidos, no Chile, Em Portugal e na Espanha; além é claro, da galera do Brasil. Destaco ainda um cara de Canindé de São Francisco (Alagoas).

-O que você de hoje, diria a você de antes?
R=Não esconda suas leituras, não erre propositalmente, seja você mesmo, contrarie, questione, mostre sua opinião. Falar sozinho não é sinal de loucura, e sim, de inteligência.

-Se você pudesse ser um personagem do seu livro, qual seria?
R= Diego Antunes, Em “A Fórmula do Sorteio”, funcionário da caixa econômica federal, possuidor de sinestesia numérica evoluída.

-Você inspirou-se em alguém para escrever um de seus personagens? Um possível amor talvez?
R= Sim, Ceiça Sales é minha esposa, ela é natural de Riachão do Dantas – Sergipe. Ela tinha o sonho de ser cantora.

-O que é mais difícil escrever o primeiro capítulo ou o último ?
R= O primeiro capítulo tem de ser impactante... Para incentivar o leitor a continuar a sua leitura até o último capítulo. Mas o último, sem dúvida, é o mais difícil; fazer o fechamento de um livro, mantendo e até elevando o ritmo que foi exposto durante toda a história, de forma a não decepcionar o leitor e ainda deixar um gostinho de quero mais é literalmente a parte mais difícil.

-De onde tirou inspiração para o titulo?
R= Um título deve despertar a curiosidade no possível leitor. Ao longo das minhas criações vão surgindo em minha mente diversos títulos, e ao final escolho um “vencedor”. Rsrsrsrs

-Qual personagem do livro você gostaria de trazer a realidade?
R= Diego Antunes, em “A Fórmula do Sorteio”
Enrico Brandão, em “Desafiadores de Deus”

-Se o seu livro fosse adaptado par as telonas do cinema, quais atores e atrizes gostaria que dessem vida a seus personagens?
R= São vários, todos do cinema nacional, mas prefiro não citar nomes ainda...

-Qual sensação de publicar um livro?
R= Maravilhosa. Poder mostrar um pouquinho do que se passa em sua cabeça, dessa loucura que nos permite estar em diversos lugares ao mesmo tempo. A sensação de poder dizer: “Dane-se o mundo, acabei de publicar meu livro”.

-Em qual editora você quer publicar o seu livro? Você já tem isso em mente?
R= Qualquer uma que tenha o perfil, que acredite no potencial da minha história, que diga: “Que porra louca é essa que você escreveu. Amei!”

-Vai dedicar /Ou dedicou seu livro a alguém?
R= Geralmente cito algumas palavras de algum pensador que tenha haver com o livro em questão e dedico a familiares, amigos e meus leitores.

-O que você tem achado mais difícil desde que começou a postar seu livro?
R= Vendê-lo. É muito difícil vender livros no Brasil.

-Qual a pior e melhor critica que seu livro recebeu?
R= A melhor foi de um jornalista português, o qual se disse impressionado com a obra e que eu tinha muito potencial. A pior foi de um colega de trabalho, o qual me disse que eu havia escrito apenas lixo.

-Acha blogs literários importantes?Qual é a sua visão em relação a eles?
R= Sinceramente, comecei a acompanhar melhor os blogs após a edição do meu primeiro livro, mas estou adorando; blogs são altamente importantes para diversos assuntos, principalmente no meio literário, aproximando escritores e leitores.

-Sua opinião sobre a "rixa" que dizem ter entre escritores e blogueiros?
R= Algumas vezes surgem opiniões que não agradam um dos lados, o que é plenamente normal; vivemos uma democracia onde falamos e ouvimos informações que muitas vezes não agradam, mas a parte afetada deve ter maturidade para entender que a crítica, por pior que seja, é construtiva.

-Como conheceu o blog "Amante dos Livros"?
R= Pelo facebook, através do Sociedade Secreta dos Escritores Vivos.

-Bom, para mim é uma honra tê-lo aqui, e o que você espera dessa nossa parceria?
R= Espero ter todo apoio, além da amizade, indicação de leitura para minhas obras. Espero também ter a oportunidade de ajudar novos escritores.

-O mercado literário é um pouco difícil, vários gostos e opiniões, desejos diferentes. E um ponto que atualmente e muito debatido é sobre a representatividade. Qual a sua opinião sobre a "representatividade"?
R= Diante da visão nacional, é de suma importância salientar que, no âmbito da democracia, não é correto pensar que apenas os grupos majoritários devam ter suas vontades atendidas. Essa ideia de que a democracia configura-se como uma “tirania da maioria” deve ser prontamente corrigida. A sociedade deve amparar a todos os cidadãos que fazem parte do meio social. Para tanto, é necessário que ferramentas institucionais sejam criadas para que a representatividade seja garantida aos grupos minoritários, de modo que assim consigam dar voz às suas necessidades. Há ainda o problema da desigualdade social que está atrelado à realidade da grande maioria dos grupos minoritários, uma vez que possuem menor representatividade e encontram-se em situações sociais precarizadas. Além disso, há ainda o grande preconceito por parte do senso comum, que passa a criminalizar os movimentos diversos que surgem em busca de melhorias da qualidade de vida das minorias.  Mas estamos amadurecendo, nunca antes na história foi tão falado de temas como: homossexualismo, racismo, prostituição e etc. Antes, um gay ser protagonista de uma história era impossível, negros serem colocados como símbolos sexuais nem pensar...

-Uma mensagem para os leitores/escritores que estão cada dia entrando nesse meio, e deseja ter seu livro publicado, qual seu conselho a eles?
R= Não tenham pressa, leiam... Leiam muito, façam cursos diversos, sintam, divirtam-se com suas histórias. As suas histórias são maravilhosas, são únicas e são só suas. Vocês decidem quando dividi-las com os leitores. Suas histórias são como o vinho que a cada dia fica melhor. “De que adiantaria nadar a metade do oceano e durante o cansaço decidir voltar?”
Obrigado por tudo.

Bjs.

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